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	<title>O Homem Amarelo</title>
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	<description>Notícias de um caminhante latino-americano</description>
	<pubDate>Tue, 17 Aug 2010 01:45:30 +0000</pubDate>
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		<title>Impressões sobre o FSA</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Aug 2010 20:00:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Amarelo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Diários de viagem]]></category>

		<category><![CDATA[Notícias]]></category>

		<category><![CDATA[cambios climáticos]]></category>

		<category><![CDATA[evo morales]]></category>

		<category><![CDATA[fernando lugo]]></category>

		<category><![CDATA[fórum social das américas]]></category>

		<category><![CDATA[fsa]]></category>

		<category><![CDATA[pepe mujica]]></category>

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		<description><![CDATA[Foi encerrado ontem o IV Fórum Social das Américas com o pronunciamento dos presidentes Evo Morales, Bolívia; Pepe Mujica, Uruguai e Fernando Lugo, Paraguai. O evento foi marcado por um protocolo bem sistematizado, ao contrário do pronunciamento rápido de Fernando Lugo no dia anterior do evento.
Sobre esse Fórum Social das Américas, percebi que existe uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_466" class="wp-caption alignright" style="width: 239px"><a href="http://amarelo.soylocoporti.org.br/files/2010/08/img_5443.jpg" ><img class="size-medium wp-image-466" src="http://amarelo.soylocoporti.org.br/files/2010/08/img_5443-229x152.jpg" alt="Estádio Lotado" width="229" height="152" /></a><p class="wp-caption-text">Estádio polidesportivo lotado com representantes de toda a América</p></div>
<p>Foi encerrado ontem o IV Fórum Social das Américas com o pronunciamento dos presidentes Evo Morales, Bolívia; Pepe Mujica, Uruguai e Fernando Lugo, Paraguai. O evento foi marcado por um protocolo bem sistematizado, ao contrário do pronunciamento rápido de Fernando Lugo no dia anterior do evento.</p>
<p>Sobre esse Fórum Social das Américas, percebi que existe uma coesão muito forte dos movimentos sociais ligados a luta pela terra, tanto pela redistribuição destas, quanto pela garantia do estabelecimento de um regime natural de desenvolvimento da vida, eliminando as sementes transgênicas e qualquer outra tecnologia que possa por em risco a vida e a natural reprodução destas.</p>
<div id="attachment_465" class="wp-caption alignleft" style="width: 239px"><a href="http://amarelo.soylocoporti.org.br/files/2010/08/img_5422.jpg" ><img class="size-medium wp-image-465 " src="http://amarelo.soylocoporti.org.br/files/2010/08/img_5422-229x152.jpg" alt="Sikuris - Polideportivo" width="229" height="152" /></a><p class="wp-caption-text">Banda de Sikus tocando no Polidesportivo depois do pronunciamento do presidente Fernando Lugo</p></div>
<p>O foco nesse tema estão muito ligadas as consequências da rodada do meio ambiente e mudanças climáticas de Copenhagen. Com a justificativa de que as grandes nações não conseguiram resolver os problemas relacionados as mudanças climáticas,  foi instalada em Cochabamba, em abril, a Conferência Mundial dos Povos sobre as Mudanças Climáticas e os Direitos da Mãe Terra. Esta conferência tirou resoluções e demandas para frear as mudanças climáticas em marcha e garantir o direito a vida no planeta. Entre as demandas, foi estabelecido o limite de aquecimento máximo da temperatura do planeta a um grau centígrado, contra os dois estabelecidos pelo protocolo de Kyoto. Este que terminará sua roda de ações em 2012 com quase nenhuma resolução cumprida por parte dos países signatários. O Fórum Social das Américas, foi um instrumento dos movimentos sociais ligados a esse tema, para relembrar essas resoluções e cobrar sua aplicação por parte dos Estados.</p>
<p>Os presidentes presentes no ato de encerramento do Fórum, referendaram essas demandas com relação a providências sobre as mudanças climáticas e o direito a sua auto determinação dos povos. Pepe Mujica, do Uruguai, afirmou que o &#8220;modo de viver entre os povos é distinto e tem que ser respeito na sua individualidade. A sua diversidade é que produz o todo em que vivemos&#8221;.</p>
<p>Evo Morales, da Bolívia, afirmou que os países ricos não conseguiram resolver os problemas climáticos do planeta e que cabe aos povos originários da terra a pensar essa nova forma de viver no planeta nesse novo paradigma climático. &#8220;Eles terão que perguntar a gente como resolver o problemas ambientais que eles nos colocaram&#8221;, afirmou ao falar para a plenária reunida no estádio polidesportivo de Assunção, com público diversificado em inúmeras etnias representadas.</p>
<div id="attachment_467" class="wp-caption alignright" style="width: 239px"><a href="http://amarelo.soylocoporti.org.br/files/2010/08/img_5600.jpg" ><img class="size-medium wp-image-467" src="http://amarelo.soylocoporti.org.br/files/2010/08/img_5600-229x152.jpg" alt="Evo, Lugo e Pere. Otra américa es posible sino necesária." width="229" height="152" /></a><p class="wp-caption-text">Evo, Lugo e Pepe. Otra américa es posible y está en camino.</p></div>
<p>Por fim, Fernando Lugo reafirmou o tema já definido aqui, mas também falou sobre realizações de seu governo. &#8220;Agora estamos aprendendo a viver num novo Paraguai&#8221;, afirmou enquanto falava das realizações do seu governo, iniciado há dois anos. Para ele, a América Latina vive uma transformação sem precedentes com a eleição de presidentes progressistas em todo o continente. Alertou, contudo, sobre o difícil exercício de se manter as transformações em marcha frente a pressões das elites nacionais e internacionais. Lembrou, pra isso, o golpe de estado aplicado a Emanuel Zelaya, ex-presidente de Honduras. Lugo afirmou ainda que a América Latina é um terreno de paz e que não cabe mais a guerra no continente, fazendo referência a tensão entre Venezuela e Colômbia, recém acalmada com a retomada das relações diplomática entre os dois países. &#8220;Aqui estão amigos desde Venezuela e Colômbia, povos irmão, que seus países recém retomaram relações diplomáticas demonstrando que não há mais espaço para a guerra neste continente&#8221;.</p>
<p><strong>Para saber mais:</strong></p>
<p><a href="http://fsainfo.rits.org.br/" ><strong>http://fsainfo.rits.org.br/</strong></a></p>
<p><strong><a href="http://ciranda.net" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/ciranda.net');">http://ciranda.net</a></strong></p>
<p><strong>Veja também</strong></p>
<p><strong>Meu <a href="http://www.flickr.com/photos/marcoamarelo" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.flickr.com');">álbum de fotos do FSA no Flickr</a><br />
</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Otra América es Posible!</title>
		<link>http://amarelo.soylocoporti.org.br/2010/08/12/otra-america-es-posible/</link>
		<comments>http://amarelo.soylocoporti.org.br/2010/08/12/otra-america-es-posible/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 12 Aug 2010 17:13:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Amarelo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Diários de viagem]]></category>

		<category><![CDATA[Notícias]]></category>

		<category><![CDATA[contra hegemonia]]></category>

		<category><![CDATA[fórum social das américas]]></category>

		<category><![CDATA[globalização]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia 11 de agosto de 2010, está aberto o IV Fórum Social das Américas. A marcha de abertura contou com mais de dez mil pessoas que saíram do Centro Desportivo de Asuncíon e caminharam até o Cabildo, zona da sede do governo paraguaio onde houve uma grande confraternizanizaçao por conta da abertura do Fórum.
A marcha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://amarelo.soylocoporti.org.br/files/2010/08/marcha-foro-065.jpg" ><img class="alignleft size-medium wp-image-456" src="http://amarelo.soylocoporti.org.br/files/2010/08/marcha-foro-065-230x153.jpg" alt="Marcha de abertura" width="230" height="153" /></a>Dia 11 de agosto de 2010, está aberto o IV Fórum Social das Américas. A marcha de abertura contou com mais de dez mil pessoas que saíram do Centro Desportivo de Asuncíon e caminharam até o Cabildo, zona da sede do governo paraguaio onde houve uma grande confraternizanizaçao por conta da abertura do Fórum.</p>
<p>A marcha de abertura é um símbolo muito importante da diversidade que encontramos dentro do Fórum Social. Organizaçoes sindicais, feministas, etnicas, ambientalistas, nacionalistas, anti-capistalistas, de luta pela terra, pelo acesso a habitaçao, pela mobilidade dentre outros inúmeros movimentos sociais se juntam para numa só voz plantear um outro mundo possível. Um outro mundo que na verdade perpassa pela renovaçao dos valores nos quais nossas sociedades estao suplantadas, para um mundo que os valores humanos prevaleçam sobre os valores do capitalistas. O capital a servico do humano, nao o contrário.</p>
<p>Para encontrar consensos nessas lutas, obviamente que o diálogo e a construçao de caminhos comuns, ou melhor, o compartilhar de novos caminhos é fundamental para que apontemos nossas sociedades para um outro caminho possível. Mas a mesma diversidade que o constuí e o torna possível, é a mesma que torna a unificaçao em pautas específicas muito difícil. O fórum nao se predispoe a construir esse novo caminho, se nao ser o espaço de encontro onde esses caminhos serao construídos pelos próprios movimentos sociais que acreditam numa outra alternativa para nossas sociedades, um outro mundo possível.<a href="http://amarelo.soylocoporti.org.br/files/2010/08/marcha-foro-202.jpg" ><img class="alignright size-medium wp-image-457" src="http://amarelo.soylocoporti.org.br/files/2010/08/marcha-foro-202-230x153.jpg" alt="Multidao" width="230" height="153" /></a></p>
<p>Talvez nao saibamos com exatidao o que seria esse outro mundo possível, mas temos certeza que nao concordamos com o caminho que as sociedades humanas estao seguindo agora. O nao concordar com esse caminho, e pensar numa alternativa possivel, é manter viva a esperança de que um dia o mundo poderá ser um lugar em que se compartilhe muito mais do que se acumule. Um mundo no qual a colaboraçao valha mais do que a competicao.</p>
<p>Durante a marcha, obviamente que coisas curiosas aconteceram. A impeciência acerca da populaçao paraguai automotorizada foi algo que me causou horror. Como dialogar com esse povo? Esta foi uma pergunta que ficou comigo. Talvez a resposta esteja em um só companheiro que se tivesse mil vozes, estaria com essas bradando por todo paraguai ou todo o mundo. Este companheiro caminhou solo pela marcha e em quase nenhum momento deixou de convidar a populaçao que assistia atônita a marcha: ¨Vamos irmao paraguaios. Esta acontecendo o Fórum Social Mundial no centro de esportes. Uma outra américa é possível. Vamos nos juntar a essa luta solidária¨. Percebi nele um ponto fundamental para nossas açoes políticas de luta por outro mundo possível. Como dialogar com todas essas pessoas que tiveram os valores mais egoístas incutado dentro delas e que nao conseguem perceber outra forma de viver? Essa é uma pergunta que obviamente nao tem uma resposta imediata e muito menos simples. Dialogar entre aqueles que tem consciência da importância desse tipo de açao política e traçar estratégias para um outro mundo possível se torna nesse momento fundamental.</p>
<div id="attachment_460" class="wp-caption alignleft" style="width: 240px"><a href="http://amarelo.soylocoporti.org.br/files/2010/08/marcha-foro-248.jpg" ><img class="size-medium wp-image-460" src="http://amarelo.soylocoporti.org.br/files/2010/08/marcha-foro-248-230x153.jpg" alt="Donde estás la Cholita?" width="230" height="153" /></a><p class="wp-caption-text">Donde estás la Cholita?</p></div>
<div id="attachment_461" class="wp-caption alignleft" style="width: 240px"><a href="http://amarelo.soylocoporti.org.br/files/2010/08/marcha-foro-249.jpg" ><img class="size-medium wp-image-461" src="http://amarelo.soylocoporti.org.br/files/2010/08/marcha-foro-249-230x153.jpg" alt="Achou!!!!" width="230" height="153" /></a><p class="wp-caption-text">Achou!!!!</p></div>
<hr />
<p>Para acompanhar o Fórum:<br />
<a href="http://fsainfo.rits.org.br/" >http://fsainfo.rits.org.br</a></p>
<p><a href="http://ciranda.net" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/ciranda.net');">http://ciranda.net</a></p>
<p>Veja o álbum completo da marcha <a href="http://www.flickr.com/photos/marcoamarelo/sets/72157624585881357/with/4885224697/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.flickr.com');">no meu Flick</a>.</p>
<p>Marco Antônio Konopacki.<br />
Colaborando para Ciranda internacional de notícias e<br />
Coletivo Soylocoporti de integraçao latino-americana.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Responsabilidade social&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Aug 2010 15:28:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Amarelo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Comentários]]></category>

		<category><![CDATA[capitalismo]]></category>

		<category><![CDATA[responsabilidade social]]></category>

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		<description><![CDATA[Nossas marquises são as mais quentinhas para suportar o frio de Curitiba.



Retratos de uma noite fria e úmida de Curitiba. Na capital do estado agora 8 graus. Agora vamos para as notícias da política&#8230; O candidato a deputado federal, Wilson Picler&#8230;

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Nossas marquises são as mais quentinhas para suportar o frio de Curitiba.</p></blockquote>
<p style="text-align: center"><a href="http://amarelo.soylocoporti.org.br/files/2010/08/04082010026.jpg" ><img class="size-full wp-image-449 aligncenter" src="http://amarelo.soylocoporti.org.br/files/2010/08/04082010026.jpg" alt="Responsabilidade em perspectiva" width="400" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://amarelo.soylocoporti.org.br/files/2010/08/04082010027.jpg" ><img class="size-full wp-image-450 aligncenter" src="http://amarelo.soylocoporti.org.br/files/2010/08/04082010027.jpg" alt="Responsabilidade em perspectiva" width="400" height="300" /></a></p>
<blockquote>
<p style="text-align: left">Retratos de uma noite fria e úmida de Curitiba. Na capital do estado agora 8 graus. Agora vamos para as notícias da política&#8230; O candidato a deputado federal, Wilson Picler&#8230;</p>
</blockquote>
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		<title>PNBL e o serviço público de distribuição e alocação de conteúdo</title>
		<link>http://amarelo.soylocoporti.org.br/2010/07/27/pnbl-e-o-servico-publico-de-distribuicao-e-alocacao-de-conteudo/</link>
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		<pubDate>Tue, 27 Jul 2010 22:28:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Amarelo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[Pessoal. Escrevi um texto sobre a discussão do PNBL que foi publicado no blog do Fórum Brasil Conectado, no CulturaDigita.br. Gostaria de compartilhá-lo aqui no meu blog também.


]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pessoal. Escrevi um texto sobre a discussão do PNBL que foi publicado no blog do Fórum Brasil Conectado, no CulturaDigita.br. Gostaria de <a href="http://culturadigital.br/pnbl/2010/07/26/pnbl-e-o-servico-publico-de-distribuicao-a-alocacao-de-conteudo/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/culturadigital.br');">compartilhá-lo aqui no meu blog</a> também.</p>
<p><a href="http://culturadigital.br/pnbl/2010/07/26/pnbl-e-o-servico-publico-de-distribuicao-a-alocacao-de-conteudo/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/culturadigital.br');"><img class="size-full wp-image-443 alignnone" src="http://amarelo.soylocoporti.org.br/files/2010/07/banda_larga.jpg" alt="Banda Larga" width="200" height="231" /></a></p>
<hr />
]]></content:encoded>
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		<title>Representação política e representação de classe</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Jun 2010 14:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Amarelo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Textos]]></category>

		<category><![CDATA[ciência política]]></category>

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		<category><![CDATA[marxismo]]></category>

		<category><![CDATA[representação]]></category>

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		<description><![CDATA[Tratar do tema de representação política no marxismo implica compreender as duas fases da obra de Karl Marx, a do jovem Marx e do Marx da maturidade. Nesse texto apresentado a disciplina de Teoria Política I do curso de mestrado em ciência política PPGCP-UFPR, discorro sobre o tema comparando o entendimento de Karl Marx sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_437" class="wp-caption alignright" style="width: 195px"><img class="size-full wp-image-437" src="http://amarelo.soylocoporti.org.br/files/2010/06/marx2.jpg" alt="Jovem Marx" width="185" height="281" /><p class="wp-caption-text">O Jovem Marx. Desde o dia desse retrato ele nunca mais aparou a barba. Se ele fosse vivo hoje, iria fazer dreads nela pra estar na moda da contra-cultura.</p></div>
<p>Tratar do tema de representação política no marxismo implica compreender as duas fases da obra de Karl Marx, a do jovem Marx e do Marx da maturidade. Nesse texto apresentado a disciplina de Teoria Política I do curso de mestrado em ciência política PPGCP-UFPR, discorro sobre o tema comparando o entendimento de Karl Marx sobre a representação política nessas duas fases distintas. Para isso, utilizo-me das obras &#8220;A questão judaica&#8221;, o &#8220;Manifesto Comunista&#8221; e o &#8220;18 Brumário de Luís Bonaparte&#8221;.</p>
<p>Gostei muito dessa produção, pois ajudou-me compreender um pouco mais sobre o estudo marxista e eliminar alguns preconceitos criados a partir de esteriótipos que tanto movimentos de direita, quanto de esquerda acabam formulando sobre a obra de Karl Marx, e de outros marxistas, mesmo sem terem lido uma linha do que estes escreveram.</p>
<p><a href="http://amarelo.soylocoporti.org.br/files/2010/06/representacao-politica-e-representacao-de-classe.pdf" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloadsamarelo.soylocoporti./files/2010/06/representacao-politica-e-representacao-de-classe.pdf');">Representação política e representação de classe, uma análise das obras de Karl Marx: A Questão Judaica, o Manifesto Comunista e o 18 Brumário de Luís Bonaparte.</a></p>
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		<item>
		<title>Babylon by bus</title>
		<link>http://amarelo.soylocoporti.org.br/2010/06/02/babylon-by-bus/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 Jun 2010 14:30:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Amarelo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<category><![CDATA[babilônia]]></category>

		<category><![CDATA[caos]]></category>

		<category><![CDATA[capitalismo]]></category>

		<category><![CDATA[desenvolvimento sustentável]]></category>

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		<description><![CDATA[Todos os dias, bilhões de trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo se descolocam de suas casas para o seu trabalho e do seu trabalho para suas casas num movimento quase automático de reprodução de uma ordem quase imutável. Para ajudar, boa parte deles utiliza veículos que lançam toneladas de resíduos no ambiente que são [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todos os dias, bilhões de trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo se descolocam de suas casas para o seu trabalho e do seu trabalho para suas casas num movimento quase automático de reprodução de uma ordem quase imutável. Para ajudar, boa parte deles utiliza veículos que lançam toneladas de resíduos no ambiente que são prejudiciais as suas próprias &#8220;vidas&#8221;, das quais achamos que temos controle.</p>
<p>Esse ordenamento que beira o caos e que, mesmo sendo altamente racionalizador, para mim está longe de ser racional, aprisiona a vida para cultuar a morte. A morte das próprias condições que possibilitam a vida humana nesse planeta.</p>
<p>A mentira dos movimentos ambientalistas com o discurso da preservacionista, só contribui para aprofundar a ilusão de que um dia conseguiremos nos desenvolver com sustentabilidade. Essa ilusão também nos faz crer que pequenas ações individuais podem mudar o mundo e, como consequência da sociedade civil atomizada, o senso de responsabilidade coletiva para impedir a catástrofe com a qual estamos contribuindo, fica relegado a comprar um novo carro que obrigará a concessionária a plantar dez novas árvores.</p>
<p>O fato é que desenvolvimento sustentável é impossível na lógica escravizadora que o capitalismo impôs para humanidade. Nem a palavra desenvolvimento existia em nosso vocabulário até pouco tempo atrás. Ela é uma adaptação da palavra do inglês <em>development</em> e fica sem sentido se aplicada sem se dizer desenvolver o quê. Desenvolver a economia? A sociedade? A vida? Nem se sabe de que ponto partimos e para que ponto caminhamos. A humanidade não tem um projeto próprio para si mesma. Já o capitalismo tem: Exaurir todos os recursos naturais e transformar tudo, todos e todas em propriedade. Só na hora que entendermos que não temos que preservar o ambiente, mas sim a nossa própria espécie, é que acho que criaremos um ambiente propício para um salto qualitativo em nossas formas de nos organizarmos em sociedade e para ações coletiva que revertam, ou pelo menos freiem, o desastre para o qual a humanidade caminha.</p>
<p>A reprodução do capitalismo chegou a um ponto tão metafórico, que me parece que chegaremos ao extremo da luta de classes ser travada entre seres humanos e o próprio capital. Sei das consequências em fazer tal afirmação. A primeira mais imediata que me vem seria a impossibilidade de atribui personalidade ao capital como ator político e quem dirá coletivo. Mas se imaginarmos que a evolução tecnológica está possibilitando criar máquinas com inteligência suficiente para tomar certas decisões autonomamente, essa perspectiva se torna um pouco menos absurda. E se o capital se reproduzi-se independente da ação humana?</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/sRNXuHD-d5w&#038;fs=1" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed src="http://www.youtube.com/v/sRNXuHD-d5w&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<h3>Veja também:</h3>
<p><strong>Documentário</strong> la servidumbre moderna</p>
<p><a href="http://pistasdocaminho.blogspot.com/2010/05/dia-mundial-do-escravo-documentario-da.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/pistasdocaminho.blogspot.com');" target="_blank">http://pistasdocaminho.blogspot.com/2010/05/dia-mundial-do-escravo-documentario-da.html</a></p>
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		<title>Diálogo com Jesus&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 31 May 2010 18:30:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Amarelo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<category><![CDATA[jesus]]></category>

		<category><![CDATA[legalização]]></category>

		<category><![CDATA[maconha]]></category>

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		<description><![CDATA[Num bar underground pela cidade de Curitiba eis que encontro meu velho amigo Jesus:
- Jesus, tu tem que ajudar a mobilizar a 	marcha da maconha em Curitiba, o que tu acha?
- Eu não, 	não vou tomar borrachada na cara a toa, tu viu o que aconteceu em 	2008? Aqui em Curitiba tem muita gente que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_394" class="wp-caption alignright" style="width: 240px"><a href="http://amarelo.soylocoporti.org.br/files/2010/05/hemp_jesus.jpg" ><img class="size-medium wp-image-394" src="http://amarelo.soylocoporti.org.br/files/2010/05/hemp_jesus-230x303.jpg" alt="hemp_jesus" width="230" height="303" /></a><p class="wp-caption-text">Minha coroa foi feita com a mesma erva que esses cremes que te dei! Bem menos espinhuda que o filho da puta do Pilatos me deu quando resolvi morrer por vocês. Prefiro essa aos espinhos, dá até pra fazer pães, bolos e brigadeiro. Um dia você tem que experimentar! </p></div>
<p>Num bar underground pela cidade de Curitiba eis que encontro meu velho amigo Jesus:</p>
<p>- Jesus, tu tem que ajudar a mobilizar a 	marcha da maconha em Curitiba, o que tu acha?</p>
<p>- Eu não, 	não vou tomar borrachada na cara a toa, tu viu o que aconteceu em 	2008? Aqui em Curitiba tem muita gente que fala em meu nome 	defendendo a paz e a ordem, mas são uns conservadores atrasados dá 	época do Adão e Eva. Prefiro plantar em casa e com isso combater a maldade gerada pelo tráfico de drogas.</p>
<p>- Mas Jesus, tu não 	defende a legalização? Você acha que as mudanças políticas vão cair do céu?</p>
<p>- Não, os seres humanos vão fazê-las. E por isso, só vai dar merda.</p>
<p>Nesse momento, eu tava indignado e querendo convencer de que a luta pela legalização só vai conseguir algum resultado se for através do enfrentamento direto, e acabei perguntado: Não tem nada que te 	faria se sacrificar por essa causa? E ele respondeu.</p>
<div id="attachment_397" class="wp-caption alignleft" style="width: 240px"><a href="http://amarelo.soylocoporti.org.br/files/2010/05/220520101706.jpg" ><img class="size-medium wp-image-397" src="http://amarelo.soylocoporti.org.br/files/2010/05/220520101706-230x306.jpg" alt="220520101706" width="230" height="306" /></a><p class="wp-caption-text">Presentinho que Jesus me trouxe dos EUA. Na verdade ele não leu o disclaimer que informava que os cremes foram produzidos na França, a embalagem na China e o resto montados nos Estados Unidos. Capeta-limo transnacional, Jesus me ajuda!</p></div>
<p>- Não, uma 	vez morri pela humanidade inteira e olha a merda que vocês fizeram. 	Hoje não tomo mais borrachada. Tô de boa agora. Espero que um dia os seres humanos vejam com seus próprios olhos. Tudo que meu pai criou está aí pra ser usado com sabedoria e respeito. Com todo mundo querendo escravizar todo mundo, boa coisa é que não pode dar no final das contas. Como diz um amigo meu lá de Belo Horizonte, é o tal de Capeta-lismo o culpado de tudo. E afinal, 2012 tá aí, sabe como é&#8230; Estamos no final da era de peixes. Agora entrará a era de aquário e vou tirar umas férias. Vou para o planeta THC X9 curtir uma praia. Quero ver quem vai salvar vocês dessa vez. Do jeito que a coisa anda, só consigo ver a barbárie que isso tudo vai virar.</p>
<p>No final, ele me deu um presente dizendo que havia trazido lá dos Estados Unidos. Comprou na body shop. Enquanto a gente fica batendo cabeça por aqui, os caras já estão se libertando por lá. Quem ainda acha que maconha é motivo de vergonha e condenação põe e dedo aqui que já vai fechar e nunca mais vai abrirrrrrrrrrrrrrrrrrrrr!!!!!</p>
<p><strong>Canalhas, seres humanos mais desumanos, arrependei-vos, é chegada a vigésima quinta hora.</strong></p>
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		<title>Questões de método nas ciências sociais</title>
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		<pubDate>Fri, 28 May 2010 14:10:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Amarelo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Textos]]></category>

		<category><![CDATA[ciências políticas]]></category>

		<category><![CDATA[ciências sociais]]></category>

		<category><![CDATA[historicismo]]></category>

		<category><![CDATA[mestrado]]></category>

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		<category><![CDATA[ufpr]]></category>

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		<description><![CDATA[Não sei se todos sabem, mas estou fazendo um mestrado no programa de pós-graduação em ciência política da UFPR. Vou aproveitar esse meu espaço para compartilhar alguns textos e trabalhos apresentados às disciplinas que não serão publicados em nenhum outro veículo, justamente por serem reflexões iniciais de um jovem acadêmico recém ingressado neste meio.
&#8220;Questões de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_390" class="wp-caption alignright" style="width: 240px"><a href="http://amarelo.soylocoporti.org.br/files/2010/05/max_weber.jpg" ><img class="size-medium wp-image-390" src="http://amarelo.soylocoporti.org.br/files/2010/05/max_weber-230x320.jpg" alt="max_weber" width="230" height="320" /></a><p class="wp-caption-text">Max Weber o pai do humanismo histórico</p></div>
<p>Não sei se todos sabem, mas estou fazendo um mestrado no programa de pós-graduação em ciência política da UFPR. Vou aproveitar esse meu espaço para compartilhar alguns textos e trabalhos apresentados às disciplinas que não serão publicados em nenhum outro veículo, justamente por serem reflexões iniciais de um jovem acadêmico recém ingressado neste meio.</p>
<p style="text-align: left">&#8220;Questões de método nas ciências sociais, um debate entre o Marxismo, o humanismo histórico e os elitistas a partir de uma leitura historicista&#8221; foi um texto apresentado a disciplina de teoria política I, ministrada pelo professor Renato Perissinotto. Nele procuro refletir o método historicista no debate entre os dois principais contribuidores para a possibilidade para as ciências sociais, Karl Marx e Max Weber além de relacionar esse mesmo método a dois autores não historicistas, mas com grandes contribuições para a disciplina: Gaetano Mosca e Vilfredo Pareto.</p>
<p style="text-align: left"><a href="http://amarelo.soylocoporti.org.br/files/2010/05/questoes-de-metodo-nas-ciencias-sociais.pdf" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloadsamarelo.soylocoporti./files/2010/05/questoes-de-metodo-nas-ciencias-sociais.pdf');">Questões de método nas ciências sociais</a><a href="http://amarelo.soylocoporti.org.br/files/2010/05/questoes-de-metodo-nas-ciencias-sociais.pdf" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloadsamarelo.soylocoporti./files/2010/05/questoes-de-metodo-nas-ciencias-sociais.pdf');"> (texto em PDF)</a></p>
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		<title>Caça fantasmas e a &#8220;Casa dos Paranaenses&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 26 May 2010 14:20:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Amarelo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Comentários]]></category>

		<category><![CDATA[bermuda]]></category>

		<category><![CDATA[caça-fantasmas]]></category>

		<category><![CDATA[casa dos paranenses]]></category>

		<category><![CDATA[soylocoporti]]></category>

		<category><![CDATA[vídeo]]></category>

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		<description><![CDATA[Aproveitando toda a mobilização para caçar os fantasmas da Assembléia Legislativa do estado do Paraná, aproveito para relembrar a forma que fomos tratados em 2006 ao tentar entrar na assembléia para uma solenidade pública e que por estarmos trajando bermudas, fomos impedidos de entrar. No ato, tentamos documentar que a regrar era um absurdo, porque [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aproveitando toda a mobilização para caçar os fantasmas da Assembléia Legislativa do estado do Paraná, aproveito para relembrar a forma que fomos tratados em 2006 ao tentar entrar na assembléia para uma solenidade pública e que por estarmos trajando bermudas, fomos impedidos de entrar. No ato, tentamos documentar que a regrar era um absurdo, porque mulheres com saias bem mais curtas que nossas bermudas tinham trânsito livre no local.</p>
<p>No final, esse vídeo serve para mostrar que quem tem livre trânsito na Assembléia é quem tá metendo a mão no bolso do povo e que, com esse mesmo dinheiro, compra os ternos Armani que lhes permitem serem &#8220;respeitados&#8221; no covil de lobos que virou a &#8220;Casa dos Paranaenses&#8221;.</p>
<p><strong>Relembrar é viver!</strong></p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/4tGprIJek3g&#038;fs=1" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed src="http://www.youtube.com/v/4tGprIJek3g&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><a href="http://youtu.be/4tGprIJek3g" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/youtu.be');">Veja mais</a> sobre os diários secretos na Assembléia Legislativa do Paraná.</p>
<p>Veja também os guerreiros do povo paranaense: <a href="http://bit.ly/c9FnkV" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/bit.ly');">os caça-fantasmas</a>.</p>
<h3>Bustin&#8217; makes me feel good</h3>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/g4uxIo4t7xM&#038;fs=1" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed src="http://www.youtube.com/v/g4uxIo4t7xM&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
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		<title>Sábado&#8230; WE ARE THE ROBOTS!</title>
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		<pubDate>Mon, 24 May 2010 13:02:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Amarelo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Textos]]></category>

		<category><![CDATA[alexis de tocqueville]]></category>

		<category><![CDATA[democracia]]></category>

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		<description><![CDATA[Não poderia deixar de comentar a minha noite de sábado. Passei o dia lendo o Nostradamus da Democracia Alexis de Tocqueville e resolvi sair para espairecer, aproveitando que um velho amigo estava pela cidade e me chamou para ir numa casa chamada Bossa Nova. Antigamente, quando morava no São Francisco, tinha muita curiosidade de conhecer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="western">Não poderia deixar de comentar a minha noite de sábado. Passei o dia lendo o Nostradamus da Democracia Alexis de Tocqueville e resolvi sair para espairecer, aproveitando que um velho amigo estava pela cidade e me chamou para ir numa casa chamada Bossa Nova. Antigamente, quando morava no São Francisco, tinha muita curiosidade de conhecer o lugar, mas nunca houve uma oportunidade que valesse a pena.</p>
<div id="attachment_407" class="wp-caption alignright" style="width: 301px"><img class="size-full wp-image-407" src="http://amarelo.soylocoporti.org.br/files/2010/05/c3po.jpg" alt="c3po" width="291" height="391" /><p class="wp-caption-text">Em que posso lhe ser útil?</p></div>
<p>Parece que o dia chegou: vinte e dois de maio. Mesmo com a curiosidade já manifesta, eu na verdade tenho um pouco de aversão a esse tipo de lugar. Boates são lugares em que as pessoas parecem robôs programados por alguma entidade superior. É como se fôssemos personagens do The Sims e que precisássemos sair para nos relacionar, encontrar alguém e interagir com outros. Isso tudo contaria pontos para o jogo da vida, no qual as pessoas vivem na esperança de encontrar alguém que as complete e que também deseje ser feliz para sempre. Isto posto diga-se: reproduzir e acumular patrimônio.</p>
<p>Nesse dia não foi diferente. Existia um método para as pessoas entrarem. Muitos tinham que ficar do lado de fora, tomando chuva, porque existia um procedimento para entrar na casa que fazia a fila se estender. Pra completar, as pessoas só poderiam entrar duas a duas. Nesse caso, o casal de amigos meus entrou antes. Quando chegou a minha hora, o segurança pôs-me em preparação: &#8220;Você conhece o sistema da casa?&#8221;, perguntou-me. Eu respondi que não. Logo depois ele me pergunta: &#8220;É fumante?&#8221; Novamente respondo que não. Como se eu tivesse dado as respostas certas de um jogo vindo dos programas do Sílvio Santos, abriu-me a porta e apontou para o guichê no qual deveria retirar minha comanda.</p>
<p>Muito bem, eu estava dentro do sistema, mas mais parecia alguém que queria hackeá-lo ou uma disfunção dentro daquele ambiente. Contive-me no meu isolamento enquanto aguardava a cerveja pedida ao garçom Maradona. El gordito já não é o mesmo e a idade o deixou lento e com pouca agilidade. Meu pedido demorou dez minutos para vir. Quando finalmente achei que iria desfrutar da minha primeira cerveja gelada do dia, o Maradona dá um bico na bola que a manda para a puta que pariu: &#8220;Sua comanda não está liberada, você tem que ir até o caixa pra fazer isso&#8221;. Constatei que realmente eu era uma disfunção naquele sistema. Pelo menos dessa vez não fui vítima de nenhum segurança intolerante como em outras ocasiões.</p>
<p>Sábados a noite parecem ser os dias certos para se sair. Parece que todos entregam suas vidas durante cinco ou seis dias da sua semana, para que finalmente no sábado possam se libertar da escravidão dos dias de trabalho. Mas, ao contrário do sentimento de liberdade que essa situação possa manifestar, percebo justamente a extensão da escravidão dos dias normais de trabalho. Reservado em mim mesmo, observando o comportamento das pessoas, notei coisas que não consigo expor com palavras, pelo menos não com a compreensão que tenho nesse momento. Mas posso dizer que as pessoas não agiam de forma racional. Racional no sentido de saberem o que estão fazendo e porque estão fazendo. Mas isso não quer dizer que a racionalidade não estaria presente no pensamento dessas pessoas. Um homem branco alto e ligeiramente bonito observa ao seu redor mulheres que sejam compatíveis com o seu biotipo, simpáticas e que valham o risco da sua ação. Encontrando o tipo ideal formulado a partir de seus cálculos racionais, cria formas de se aproximar dela para tentar estabelecer uma relação. Pode-se utilizar de palavras doces, palavras engraçadas ou o convite para uma dança. Ao responder o gesto, a mulher faz os mesmos cálculos racionais com relação ao seu parceiro. Nesse momento os dois já conhecem a intenção que um tem para com o outro, mas não o manifestam de imediato. É preciso tentar falsear a decisão racional para ter certeza de que o cálculo que gerou a ação não foi um equívoco. Estabelecido o contato inicial e as intenções do casal compartilhadas de forma adequada e na hora adequada, iniciaria-se uma relação entre dois seres que irão procurar, no final das contas, e sendo funcionalista ao extremo, constituir família, reproduzir-se e acumular patrimônio.</p>
<p>É claro que dei o exemplo de modelo familiar tradicional e socialmente aceito como esteticamente ideal (sem julgar se esse modelo é adequado ou não, e também sem julgar as consequências na estrutura social pelo estabelecimento desse padrão), mas esse modelo serviria também para casais homossexuais, tanto masculinos quanto femininos.</p>
<p>Mesmo com tantos cálculos racionais acerca de uma ação a tomar, parece que estes não procuram refletir o porquê de tomar determinada ação. Mesmo que levada à condição extrema esse motivo seja no fundo reproduzir-se e acumular patrimônio, parece-me que esse desejo implícito não é manifesto no ato da ação social por esses indivíduos. No final das contas, age-se como uma forma de instinto (talvez movido por esse desejo implícito) e não se procura refletir o ato em si no momento de sua ação.</p>
<p>Como o dia de sábado foi dedicado ao estudo da obra de Alexis de Tocqueville, podemos interpretar o fenômeno que apresentei a partir da leitura que Tocqueville faz da igualdade social e da liberdade política contida em A Democracia na América.  De forma simplificada, que poderia ser aprofundada num futuro artigo, maior e com uma leitura mais profunda sobre as ideias que lanço aqui, entendo que a contribuição de Tocqueville para esse tema está justamente na análise que faz sobre os regimes democráticos e a distinção entre igualdade de condições e liberdade dos indivíduos. Muitas das ideias de Tocqueville mais tarde podem ajudar a entender a leitura que Weber faz do Estado e da formação das estruturas burocráticas deste. Também entendo que Tocqueville propõe algumas leituras que em certa medida vão complementar as de Marx no entendimento da sociedade civil, principalmente no que tange a atomização para a participação política na sociedade.</p>
<p>Basicamente, Tocqueville propõe que, ao ser dada a igualdade social de condições a todos os cidadão, &#8220;essa mesma igualdade que permite a qualquer cidadão conceber esperanças, fá-los individualmente frágeis; limita suas forças ao mesmo tempo que alarga seus desejos&#8221; (p. 112). Na sua visão, ao serem dadas as igualdades de condições, os seres humanos perseguiriam obrigatoriamente seu bem-estar, nem que para isso fosse necessária relegar a própria liberdade. Por consequência disso, o individualismo seria consequência natural nas sociedades democráticas: &#8220;O egoísmo é um vício tão antigo quanto o mundo; não é exclusivo de nenhum tipo de sociedade. O individualismo, pelo contrário, é de origem democrática e ameaça desenvolver-se à medida em que as condições vão se igualando.&#8221; (p. 107). Para Tocqueville, os indivíduos nas sociedades democráticas estariam fadados a escravidão de seu bem-estar.</p>
<p>Tocqueville aponta que a libertação viria justamente com o rompimento pelas pessoas da escravidão do seu bem-estar para tomar nas mãos o futuro das sociedades. Utiliza-se para isso o exemplo dos Estados Unidos, país em que a população vê &#8220;com efeito, que sua liberdade é o melhor instrumento e a maior garantia de seu bem-estar, pelo que amam inseparavelmente as duas coisas&#8221; (p. 116). Contudo, se olharmos para a própria sociedade estadunidense hoje, percebemos que Tocqueville tinha uma visão romântica sobre a democracia nascitura da América.</p>
<p>Se voltarmos para o nosso fenômeno, percebemos muito desse processo individualizador na nossa vida cotidiana. Onde estaria nossa tábua de salvação se não no rompimento desses padrões e o estabelecimento da retomada de nossos destinos para nossas mãos? Na própria liberdade. Não a pseudo-liberdade que nos vendem enlatada e que nos permite comprar uma faca guinsu ao clique do botão do controle remoto. Mas a tão sonhada liberdade, com a qual Tocqueville também sonhava, que nos permitirá conhecer o nosso meio tão bem quanto deveríamos conhecer a nós mesmos e que, por conta disso, permitirá que possamos decidir de fato sobre as nossas próprias vidas. Sobre o futuro das sociedades humanas.</p>
<p>O grande problema é que a liberdade traz consigo a responsabilidade e, por conseguinte, o medo. Paulo Freire em seu livro, A Pedagogia do Oprimido, já falava sobre isso. Resta saber se estamos preparados para enfrentar esse medo ou, acho que a a grande questão é, se um dia realmente iremos querer enfrentar esse medo. Uma coisa nisso tudo é fato: Enquanto isso não acontecer, WE ARE THE ROBOTS!</p>
<p><strong>Referências:</strong></p>
<p><strong>Livro</strong> &#8220;Igualdade Social e Liberdade Política&#8221;. Compilação de textos de Alex de Tocqueville, selecionados e apresentados por Pierre Gibert com a tradução de Cícero Araújo. Publicado pela editora Nerman em 1988 <a href="http://bit.ly/cYdO8d" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/bit.ly');">http://bit.ly/cYdO8d</a>;</p>
<p><strong>Livro</strong> &#8220;Pedagogia do Oprimido&#8221; de Paulo Freire. Publicado pela editora Paz e Terra em 1987 <a href="http://bit.ly/bs28F2" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/bit.ly');">http://bit.ly/bs28F2</a>;</p>
<p><strong>Música</strong> &#8220;Die Roboter (o robô) - The Robots (versão em inglês)&#8221; da banda Kraftwerk<a href="http://bit.ly/cfNfcl" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/bit.ly');"> http://bit.ly/cfNfcl</a>. Álbum The Mix CD (versões em alemão e em inglês).</p>
<p><strong>Revisão</strong> do texto por Christina Fuscaldo.</p>
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